respublica

terça-feira, janeiro 02, 2007

HÁ ALGUMAS QUESTÕES sobre o aborto, a que os defensores do "Sim" nunca me conseguiram responder. Se houver por aqui alguém que me possa responder, agradeço:

1. Não existe um único caso de mulheres julgadas por realizar abortos antes das dez semanas de gravidez. Os casos que têm sido referidos na comunicação social são todos de abortos realizados além dos cinco/seis meses de gestação. Porque é que se diz, então, que se o Sim vencer vão acabar os julgamentos de mulheres?

2. A mulheres que realizam abortos além das 10 semanas vão deixar de ser julgadas, caso o Sim vença?

3. Se o "Sim" vencer, o aborto clandestino vai acabar, além das 10 semanas?

7 Comments:

  • eu sei responder a essas questões mas só participo em blogs sem moderação de comentários.

    By Blogger Atalaia, at terça-feira, janeiro 02, 2007 12:14:00 da tarde  

  • Bem metido este post... muito bem metido!

    E já agora, oh senhor atalaia se as pessoas falassem correctamente não era preciso fazer moderação dos comentários.

    Sabe é que há muita gente que utiliza os comentários dos blogs para desabafar, sei lá, algumas frustrações e sendo assim...

    Abraço

    By Blogger Carlos Costinha de Sousa, at sexta-feira, janeiro 05, 2007 10:18:00 da manhã  

  • Se o aborto até às 10 semanas não é alvo de julgamento, porque é que existe a lei?

    E não sendo a lei aplicada, não se terá esta tornado obsoleta?

    E já que a lei não é aplicada de qualquer maneira não seria preferível que a mulher que escolhe abortar o possa fazer num estabelecimento com o mínimo se condições asseguradas?

    By Blogger Joana, at sábado, janeiro 06, 2007 7:09:00 da tarde  

  • Joana: 1. A lei existe para impedir o aborto. E se não há memória de mulheres a serem julgadas por abortos realizados antes das dez semanas, porquê usar argumentos como o dos "julgamentos das mulheres"? 2. O facto de uma lei não ser aplicada por algumas mulheres não significa que seja obsoleta ou desnecessária. Da mesma forma que há muita gente que viola as leis que proibem o assassínio, o furto ou a fuga ao fisco. 3. O mesmo argumento poderia ser utilizado para outras coisas que são eticamente erradas: por exemplo, não seria preferível que os assaltos à mão armada - que sempre existiram e sempre existirão -, fossem realizados em condições de higiene e segurança? Para quem considera que o feto é um ser humano - em contínua evolução e formação, tal como todos nós, aliás - a resposta a este referendo apenas pode ser "Não".

    By Blogger Filipe Alves, at domingo, janeiro 07, 2007 9:14:00 da tarde  

  • Cá vão as respostas:
    1-Se o sim vencer as mulheres poderão realizar, em sítios apropriados, com as devidas condições e com o devido acompanhamento, o aborto até às 10 semanas... Como tal, as mulheres que até aqui, desesperadas, arriscaram, ao fim de 3,4,5 meses de gravidez indesejada, ao fazer um aborto clandestino não vão ter essa necessidade, já que a legislação as irá permitir efectuar o aborto até às 10 semanas... Esta foi fácil... seguinte!

    2- A minha opinião é que as 10 semanas são manifestamente pouco tempo... Como devem saber a gravidez só pode ser detectada a partir da 2ª semana, sendo muito usual as mulheres apenas a detectarem após a 2ª falha na menstruação, o que atira o diagnóstico para umas muito atrasadas 6 ou mais semanas... Todavia, julgo que as mulheres que realizem abortos após as 10 semanas deveriam ser julgadas!A responsabilidade deve tocar a cada um de nós...e ninguém, repito ninguém, gosta de fazer um aborto!

    3-Provavelmente não acaba o aborto clandestino para além das 10 semanas, mas acaba o aborto clandestino antes das 10 semanas, o que, e espero que possamos ver no futuro, representa muitos de milhares de mulheres salvaguardadas de uma situação que tem tanto de deprimente como de desumana...

    É assim tão difícil de perceber???

    By Anonymous Anónimo, at quarta-feira, janeiro 10, 2007 5:29:00 da manhã  

  • E já agora Filipe Alves...

    Então porquê manter uma lei que ultrapassa quem quer, sem ser julgado por isso, se é essa mesma lei que impede que dezenas de milhares de mulheres portuguesas tenham que recorrer a clínicas e vãos de escada clandestinos, pondo assim a sua saúde (física e mental...) em jogo...

    Repito, será assim tão difícil de perceber???


    P.S.-Sugiro que leia o post "Touradas e abortos" do brilhante António Figueira no 5dias.net

    By Anonymous Anónimo, at quarta-feira, janeiro 10, 2007 5:36:00 da manhã  

  • Anónimo, no seu comentário disse uma coisa com que concordo a 100% e que até agora não tinha ainda ouvido da parte de defensores do 'Sim': «A responsabilidade deve tocar a cada um de nós». Felicito-o. E sim, é difícil para mim "perceber". E confesso que não compreendo como é que, numa questão tão complicada, alguém consegue ter tantas certezas. «É fácil»... será mesmo? Como resposta às suas respostas, recomendo-lhe a leitura do meu post mais recente (5 razões para o meu Não).

    By Blogger Filipe Alves, at domingo, janeiro 28, 2007 4:00:00 da manhã  

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